Intel perde espaço no mercado e demite CEO; ex-VMware assume

A Intel decidiu demitir seu atual CEO, Bob Swan, após enfrentar um ano de perdas econômicas e problemas relacionados ao processo de fabricação de seus microprocessadores.

Promovido a CEO em janeiro de 2019, Swan ocupou o cargo de diretor-executivo da Intel por apenas dois anos. Ele será sucedido por Pat Gelsinger, atual CEO da empresa de software VMware.

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A mudança foi anunciada pela companhia dias antes de Swan divulgar as novas estratégias da Intel para 2021 em conjunto com os números da empresa referentes ao último ano corrente.

Pat Gelsinger, ex-VMware, será o novo CEO da Intel. Foto: Divulgação

Pat Gelsinger já havia trabalhado na Intel por 30 anos, e chegou a ocupar o cargo de diretor técnico (Chief Technology Officer) antes de deixar a companhia.

“Pat é um líder no setor de tecnologia com um distinto recorde de inovação, desenvolvimento de talentos, e tem conhecimento profundo sobre a Intel”, disse Omar Ishrak, Presidente do Conselho de Administração da companhia. Gelsinger declarou estar animado em reingressar e liderar a Intel em um “momento tão importante para a empresa”.

Pressão dos concorrentes

As perdas econômicas da Intel, apenas em 2020, foram estimadas em US$ 60 bilhões. Em julho, as ações da empresa caíram 17% após o anúncio de que seria preciso mais um ano de espera até a mudança no processo de fabricação da sua próxima geração de chips.

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Processador Intel
Atraso na mudança no processo de fabricação dos chips da Intel fez a empresa perder espaço no mercado. Foto: Victor Maschek/Shutterstock

Ainda em julho, a companhia levou outro golpe, sendo ultrapassada pela Nvidia em valor de mercado. Após perder a coroa de fabricante de chips mais valiosa dos EUA, a Intel enfrentava pressão dos investidores para decidir se continuava fabricando seus próprios chips, ou optava por terceirizar sua produção.

Outros fatores também colocam a Intel em posição de risco no mercado de microprocessadores. São eles: o anúncio da Apple confirmando que a próxima geração de Macs virá embarcada com chips ARM no lugar dos processadores Intel e a aquisição da própria ARM pela rival Nvidia — um investimento de US$ 40 bilhões na empresa responsável por desenvolver a maioria dos chips para dispositivos móveis.

Via: Arstechnica