Governo de SP promete investir R$ 1,5 bi em tecnologia para volta às aulas

A retomada das aulas da rede estadual de São Paulo está prevista para ocorrer no próximo dia 1º de fevereiro. Para garantir essa volta, o governo do Estado aposta em tecnologia: a Secretaria de Educação lançou nesta quarta-feira (13) o programa Conecta Educação, que prevê investimentos de R$ 1,5 bilhão para a compra de notebooks, desktops, rede wif-fi, estabilizadores, TVs e outros equipamentos para 5,1 mil escolas.

A iniciativa se somará a ações anteriores que visam melhorar a conectividade de alunos e professores, como a distribuição chips de telefone celular com plano de dados e o subsídio de até R$ 2 mil para que 161 mil docentes possam comprar equipamentos. O Conecta Educação está em licitação, realizada em parceria com Prodesp – empresa de tecnologia do Estado.

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Para 2021, a volta às aulas foi autorizada em todas as fases do Plano São Paulo – inicialmente em sistema de rodízio e obedecendo critérios de segurança estabelecidos pelo Centro de Contingência do Coronavírus. Segundo o secretário de estado da Educação, Rossieli Soares, prefeituras que não reabrirem as escolas terão que apresentar “justificativas epidemiológicas”.

Secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares
Secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, no lançamento do programa Conecta Educação. Imagem: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

No programa Conecta Educação serão entregues 269 mil notebooks, 87 mil desktops, 61 mil kits do Centro de Mídias (kit com TV, suporte, webcam, microfone e estabilizador), 5,2 mil carrinhos tecnológicos (plataforma de carregamento móvel), 65 mil kits wi-fi com roteador e 3,5 mil tablets educacionais, voltados para escolas com alunos portadores de necessidades especiais.

Aulas em São Paulo: medidas anteriores do governo

Em outubro, o governo de São Paulo anunciou a distribuição de 750 mil chips de telefone celular para alunos, professores e servidores da rede estadual. A ideia garantir conexão com a internet para o ensino remoto e híbrido.

O investimento para esta ação é de R$ 75 milhões, para 12 meses. A distribuição estava prevista para ocorrer nas Diretorias de Ensino e escolas, entre os meses de novembro e dezembro. O Olhar Digital entrou em contato com a Secretaria de Educação para confirmar a distribuição, entretanto, até o fechamento desta matéria, não obtivemos retorno.

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Ao todo, são 250 mil unidades destinadas para professores e servidores, com 5 GB de internet cada, além de acesso a ligações e mensagens de SMS. Os outros 500 mil SIMcards irão para estudantes em situação de pobreza e extrema pobreza no CadÚnico, e terão 3 GB de internet disponíveis por mês.

Desde novembro, um outro programa, o Professor Conectado, está recebendo solicitação para um subsídio de até R$ 2 mil para professores comprarem computadores (desktops ou notebook) ou tablets. De acordo com a Secretaria, mais de 80 mil profissionais da rede estadual já aderiram.

O investimento para a compra de computadores será de R$ 322 milhões ao longo de dois anos. O reembolso parcial ou total será pago em até 24 parcelas mensais, que começam a partir deste mês e terminam em dezembro de 2022. O fim do pagamento das parcelas ocorrerá até o dia 31 de dezembro de 2022, ainda que o professor realize a adesão ao programa depois de janeiro deste ano.

Estão sendo priorizados professores em sala de aula e professor coordenador pedagógico, concursados e temporários. Uma próxima etapa do programa contemplará diretores e outros profissionais do magistério. Caso o profissional opte por um equipamento de valor superior ao limite do subsídio, precisará arcar com o custo extra.

Via: Folha de S. Paulo